Estudo:

HORA DO EVANGELHO NO LAR - Livro – Caminho, verdade e vida - Pelo Espírito Emmanuel psicografia de Francisco C Xavier – CONTENTAR-SE - Capítulo 29

HORA DO EVANGELHO NO LAR
 
“Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-
me com o que tenho.” — Paulo. (FILIPENSES, 4:11)
 
PRECE
Senhor Jesus, Mestre querido,
Com o coração agradecido, reunimo-nos em Teu nome para mais um momento de estudo, reflexão e aprendizado.
Agradecemos, Mestre querido, pela oportunidade da vida, por todas as experiências que nos ajudam a crescer e pelas bênçãos que, muitas vezes, recebemos sem perceber.
Neste momento, pedimos que nos ajudes a silenciar as inquietações e a abrir nosso coração para compreender a lição de hoje.
Abençoa este ambiente de estudo e oração.
Ampara todos os presentes, nossos familiares, os que estão distantes e todos aqueles que buscam um pouco de paz e esperança.
Que os benfeitores espirituais nos envolvam com suas vibrações de amor e serenidade.
Permaneça conosco, Senhor Jesus, iluminando nossas mentes e fortalecendo nossos corações para que possamos aprender a encontrar paz e equilíbrio em todas as circunstâncias da vida.
Que assim seja.

 
LEITURA DO EVANGELHO
Livro – Caminho, verdade e vida - Pelo Espírito Emmanuel psicografia de Francisco Cândido Xavier – CONTENTAR-SE - Capítulo 29.
 
“Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-
me com o que tenho.” — Paulo. (FILIPENSES, 4:11)
 
A vertigem da posse avassala a maioria das criaturas na Terra.
A vida simples, condição da felicidade relativa que o planeta pode oferecer, foi esquecida pela generalidade dos homens. Esmagadora percentagem das súplicas terrestres não consegue avançar além do seu acanhado âmbito de origem.
Pedem-se a Deus absurdos estranhos. Raras pessoas se contentam com o material recebido para a solução de suas necessidades, raríssimas pedem apenas o “pão de cada dia”, como símbolo das aquisições indispensáveis.
O homem incoerente não procura saber se possui o menos para a vida eterna, porque está sempre ansioso pelo mais nas possibilidades transitórias. Geralmente, permanece absorvido pelos interesses perecíveis, insaciado, inquieto, sob o tormento angustioso da desmedida ambição. Na corrida louca para o imediatismo, esquece a oportunidade que lhe pertence, abandona o material que lhe foi concedido para a evolução própria e atira-se a aventuras de consequências imprevisíveis, em face do seu futuro infinito.
Se já compreendes tuas responsabilidades com o Cristo, examina a essência de teus desejos mais íntimos. Lembra-te de que Paulo de Tarso, o apóstolo chamado por Jesus para a disseminação da verdade divina, entre os homens, foi obrigado a aprender a contentar-se com o que possuía, penetrando o caminho de disciplinas acerbas.
Estarás, acaso, esperando que alguém realize semelhante aprendizado por ti?



REFLEXÕES – Emmanuel nos convida a refletir sobre a capacidade de encontrar paz e equilíbrio naquilo que possuímos, sem permitir que a insatisfação permanente governe nossa existência. Emmanuel nos lembra que “Paulo de Tarso, foi obrigado a aprender a contentar-se com o que possuía, penetrando o caminho de disciplinas acerbas”.
Assim, Paulo afirma: “Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.”  A frase não significa acomodação, falta de ambição ou desistência diante da vida. Paulo não está dizendo que devemos deixar de trabalhar, de aprender, de melhorar ou de buscar condições mais dignas para nós e para aqueles que dependem de nós. O ensinamento está em outro lugar: em aprender a não permitir que a felicidade dependa exclusivamente daquilo que ainda não possuímos.
Muitas vezes, vivemos esperando alguma coisa para finalmente sermos felizes. Esperamos ganhar mais, adquirir algo novo, alcançar determinada posição, resolver um problema ou conquistar uma condição diferente. E, enquanto esperamos, deixamos de perceber as bênçãos que já estão presentes em nossa vida. A insatisfação constante pode transformar a existência em uma permanente espera pelo futuro. 
Contentar-se não significa deixar de desejar o progresso. Significa não permitir que a ausência de algo nos impeça de reconhecer o valor daquilo que já temos.
A Doutrina Espírita nos convida a compreender que muitas aflições não nascem apenas daquilo que nos acontece, mas também da maneira como nos relacionamos com nossos desejos, expectativas e escolhas. (ESE, Cap. V – Bem-aventurados os aflitos)
A fé e a compreensão espiritual nos ajudam a perceber que a vida não se resume ao momento presente nem às circunstâncias materiais. Que somos Espíritos imortais, vivendo uma experiência temporária na matéria, e cada etapa da existência oferece as oportunidades necessárias ao nosso crescimento.
No Capítulo XVI — “Não se pode servir a Deus e a Mamon”, de O Evangelho Segundo o Espiritismo, itens 9 e 10 - “A verdadeira propriedade”, somos convidados a compreender que os bens materiais são recursos temporários, confiados a nós durante a experiência terrena. Que a verdadeira propriedade do Espírito é aquilo que ele adquire em si mesmo: o conhecimento, as virtudes, os sentimentos nobres e o bem que realiza.
Paulo aprendeu a contentar-se porque descobriu que a verdadeira riqueza não depende da quantidade de bens que possuímos, mas da paz que construímos em nossa consciência.
Podemos desejar o progresso material, trabalhar e melhorar nossa vida, mas sem esquecer que tudo o que é exterior permanece na Terra, enquanto aquilo que verdadeiramente conquistamos em nosso íntimo acompanha-nos para além da existência física.
Podemos desejar o progresso material, trabalhar e buscar melhores condições de existência, sem transformar os bens materiais no objetivo maior da nossa vida.
A Doutrina Espírita não condena a prosperidade nem o uso dos recursos materiais. O que ela nos ensina é a necessidade de compreender que somos administradores, e não proprietários absolutos, daquilo que recebemos.
A verdadeira riqueza está em saber utilizar os recursos sem permitir que eles nos escravizem. Porque é possível possuir coisas sem ser possuído por elas. É possível trabalhar pelo progresso sem transformar o dinheiro em nosso único objetivo.
É possível desejar uma vida melhor sem deixar de agradecer pela vida que já temos.
Contentar-se é encontrar equilíbrio entre a aspiração e a gratidão. É continuar caminhando sem transformar a caminhada em sofrimento permanente. É desejar o melhor sem desprezar o presente.
É compreender que a felicidade não está necessariamente em possuir tudo, mas em aprender a valorizar, com sabedoria e gratidão, aquilo que Deus nos permite viver em cada etapa da nossa jornada.
A vida sempre apresentará necessidades, desafios e desejos. O progresso faz parte da Lei Divina. Devemos trabalhar, aprender, melhorar e buscar condições mais dignas. Mas precisamos cuidar para que a busca pelo que ainda não temos não nos faça desprezar o que já recebemos.
Que possamos aprender, como Paulo, a encontrar serenidade nas diferentes circunstâncias da vida, compreendendo que nossa verdadeira riqueza está na paz da consciência, na fé em Deus, no amor que conseguimos oferecer e nas virtudes que, pouco a pouco, conseguimos conquistar.
Pensemos nisso!
 
 
PRECE E VIBRAÇÕES – 
  
"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier] 
 
Senhor Jesus, ao encerrarmos este momento de estudo, elevamos nossos pensamentos a Ti com profunda gratidão.
Graças Vos damos, Mestre amado, pela oportunidade de refletirmos sobre o contentamento, a gratidão e a confiança em Deus.
Ajuda-nos a compreender que contentar-se não significa desistir de crescer, de melhorar ou de buscar condições mais dignas para nossa vida.
Ensina-nos a caminhar sem permitir que a insatisfação roube a paz do nosso coração.
Que saibamos desejar o progresso sem desprezar o presente.
Que saibamos buscar novas conquistas sem esquecer as bênçãos que já recebemos.
Que saibamos reconhecer que, muitas vezes, aquilo que hoje consideramos pouco representa a bênção que um dia pedimos.
Senhor, ajuda-nos a olhar para nossa vida com mais gratidão.
Que possamos agradecer pela oportunidade de viver, agradecer pelos familiares, pelos amigos, pelos aprendizados, pelo trabalho, pelo alimento, pelo abrigo, pela oportunidade de recomeçar e por todas as experiências que contribuem para nossa evolução.
Mesmo quando enfrentarmos dificuldades, ajuda-nos a não perder a capacidade de reconhecer o bem.
Mesmo quando a dor estiver presente, ajuda-nos a perceber que ainda existem motivos para confiar.
Neste momento, Senhor, iniciamos nossas vibrações de amor, paz e fraternidade.
Vibramos pelos nossos familiares, para que seus lares sejam envolvidos por harmonia, compreensão, respeito e união.
Vibramos pelos enfermos do corpo e da alma, para que recebam forças, consolo, esperança e os recursos necessários à sua recuperação e ao seu equilíbrio.
Vibramos pelos que enfrentam dificuldades materiais, desemprego, preocupações financeiras e necessidades urgentes, para que encontrem auxílio, oportunidades e forças para superar suas lutas.
Vibramos pelos que sofrem com a solidão, com a tristeza, com a depressão, com ideias suicidas, com o desânimo e com a sensação de que nada possuem ou de que estão esquecidos.
Que possam perceber que nunca estão verdadeiramente sozinhos e que o amor de Deus se manifesta de muitas maneiras.
Vibramos pelos que vivem dominados pela ambição, pela insatisfação, pela inveja e pelo desejo excessivo de possuir, para que encontrem a verdadeira riqueza na paz da consciência, na simplicidade e no amor.
Vibramos pelos trabalhadores do bem, pelos que servem silenciosamente, pelos que amparam, orientam, consolam e ajudam, para que nunca lhes faltem forças, proteção e esperança.
Vibramos pelos irmãos desencarnados, especialmente aqueles que ainda se encontram presos às necessidades, aos desejos, aos apegos e às insatisfações da vida material, que recebam esclarecimento, consolo e orientação dos mensageiros do Cristo.
Vibramos por toda a humanidade, para que os corações aprendam a substituir a competição pela fraternidade, a inveja pela admiração, a insatisfação pela gratidão e o egoísmo pelo amor.
E, neste momento, Senhor, pedimos também que abençoes esta água colocada diante de nós. Que os benfeitores espirituais, sob Tua permissão e conforme as necessidades de cada um, possam fluidificá-la com recursos de equilíbrio, paz, saúde, fortalecimento e renovação. Que esta água receba as energias necessárias ao nosso corpo, à nossa mente e ao nosso espírito. Para que ao tomarmos dela, possamos sentir o bálsamo do Teu amor, a serenidade que acalma, a esperança que fortalece e a fé que nos ajuda a seguir adiante.
Rogamos Senhor Jesus, que nos auxilie a renovar nossas forças e a compreender que, mesmo quando ainda não possuímos tudo o que desejamos, nunca nos faltam as oportunidades necessárias ao nosso crescimento.
Que saibamos viver o presente com gratidão, o futuro com esperança e as dificuldades com confiança.
Que possamos aprender, como Paulo, a encontrar serenidade nas diferentes circunstâncias da vida, compreendendo que nossa verdadeira riqueza está na paz da consciência, na fé em Deus e no amor que conseguimos oferecer.
Mestre querido, que Tua paz envolva nossos lares, nossas famílias e todos aqueles que necessitam de auxílio.
E que, ao retornarmos às nossas atividades, levemos conosco a certeza de que a gratidão transforma o olhar, o contentamento acalma a alma e a confiança em Deus nos ajuda a caminhar.
Permaneça conosco, Mestre Amado.
Que assim seja.
 
 
Paz e Bem!