Estudo:

HORA DO EVANGELHO NO LAR - Livro – Caminho, verdade e vida - Pelo Espírito Emmanuel psicografia de Francisco C Xavier – NEGÓCIOS - Capítulo 27

HORA DO EVANGELHO NO LAR
 
“E ele lhes disse: Por que me procuráveis? não sabíeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?“ — JESUS (LUCAS, 2:49.)
 
PRECE
Senhor Jesus, com profunda gratidão, reunimo-nos mais uma vez em Teu nome para estudar a Tua palavra e permitir que ela ilumine nossos corações.
Obrigado pela oportunidade da vida, pelo amparo constante dos benfeitores espirituais e pela misericórdia divina que jamais nos abandona, mesmo quando nos afastamos de Teus ensinamentos.
Hoje, queremos silenciar nossa mente e abrir o coração para compreender melhor quais têm sido os verdadeiros negócios de nossa alma.
Ajuda-nos, Mestre querido, a não nos perdermos apenas nas preocupações e nos compromissos da vida material, esquecendo-nos daquilo que realmente permanece para a eternidade.
Que possamos aproveitar este momento como uma oportunidade de renovação íntima, permitindo que Tua luz alcance nossas imperfeições, fortaleça nossas virtudes e desperte em nós o sincero desejo de viver o Evangelho em cada atitude.
Abençoa, Senhor, este ambiente de estudo e oração.
Envolve com Teu amor todos os presentes e que os benfeitores espirituais encontrem em nós mentes receptivas e corações humildes, para que possamos receber os recursos de paz, equilíbrio e fortalecimento espiritual.
Permanece conosco, Mestre Jesus, inspirando nossas reflexões e conduzindo-nos sempre pelos caminhos do bem.
Que assim seja.
 
 
LEITURA DO EVANGELHO
Livro – Caminho, verdade e vida - Pelo Espírito Emmanuel psicografia de Francisco Cândido Xavier – NEGÓCIOS - Capítulo 27.
 
“E ele lhes disse: Por que me procuráveis? não sabíeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?“ — JESUS (LUCAS, 2:49.)
 
O homem do mundo está sempre preocupado pelos negócios referentes aos seus interesses efêmeros.
Alguns passam a existência inteira observando a cotação das bolsas. Absorvem-se outros no estudo dos mercados.
Os países têm negócios internos e externos. Nos serviços que lhes dizem respeito, utilizam-se maravilhosas atividades da inteligência. Entretanto, apesar de sua feição respeitável, quando legítimas, todos esses movimentos são precários e transitórios. As bolsas mais fortes sofrerão crises; o comércio do mundo é versátil e, por vezes, ingrato.
São muito raros os homens que se consagram aos seus interesses eternos. Frequentemente, lembram-se disso, muito tarde, quando o corpo permanece a morrer. Só então, quebram o esquecimento fatal.
No entanto, a criatura humana deveria entender na iluminação de si mesma o melhor negócio da Terra, porquanto semelhante operação representa o interesse da Providência Divina, a nosso respeito.
Deus permitiu as transações no planeta, para que aprendamos a fraternidade nas expressões da troca, deixou que se processassem os negócios terrenos, de modo a ensinar-nos, através deles, qual o maior de todos. Eis por que o Mestre nos fala claramente, nas anotações de Lucas: — “Não sabíeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”
 
REFLEXÕES – Emmanuel vem nos convidar a refletir sobre uma questão que permanece muito atual: quais têm sido as verdadeiras ocupações da nossa vida?
A passagem do Evangelho citada por Lucas, 2:49, foi pronunciada por  Jesus quando Ele tinha apenas doze anos. Após ser encontrado no Templo, respondeu a Maria e José que precisava cuidar dos negócios de Seu Pai. Naturalmente, não se referia a interesses materiais, mas à missão divina que já despertava em Seu coração.
Essa passagem nos leva a uma reflexão importante. Vivemos absorvidos por inúmeros compromissos: trabalho, família, estudos, contas, responsabilidades e preocupações. Tudo isso é necessário e faz parte da experiência na Terra. Entretanto, Emmanuel nos convida a perguntar: em meio a tantos afazeres, temos reservado tempo para os negócios de Deus?
Os negócios do Pai são aqueles que promovem a vida, o amor e o crescimento do espírito. São os momentos em que consolamos alguém, praticamos a caridade, oferecemos uma palavra de esperança, perdoamos uma ofensa, educamos nossos sentimentos e buscamos viver o Evangelho nas pequenas atitudes do dia a dia.
Muitas vezes imaginamos que servir a Deus exige grandes obras ou missões extraordinárias. No entanto, Jesus nos mostrou que os negócios divinos começam nas pequenas escolhas de cada dia: uma palavra dita com carinho, um gesto de compreensão, uma renúncia silenciosa, uma atitude de honestidade, uma oração sincera ou um coração disposto a servir.
No O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XVII, item 3 – “O homem de bem” - Kardec explica que o homem de bem não é aquele que apenas conhece a Lei de Deus, mas aquele que a vive. Não basta admirar os ensinamentos de Jesus; é preciso transformá-los em atitudes concretas. É exatamente isso que Emmanuel nos convida a fazer.
Quando Jesus afirma que precisava tratar dos negócios de Seu Pai, Ele nos mostra que a vontade de Deus deve ocupar o primeiro lugar em nossa existência.  O verdadeiro discípulo de Jesus faz da própria vida um campo permanente de aperfeiçoamento moral.
De acordo com Kardec, o verdadeiro progresso espiritual não se mede pelas palavras que pronunciamos ou pelos conhecimentos que acumulamos, mas pelo esforço constante de nos tornarmos pessoas melhores.
As ocupações do mundo são importantes, mas são temporárias. Já os negócios do Pai produzem frutos eternos, porque transformam o coração e contribuem para a construção de um mundo mais fraterno.
Talvez a grande mensagem desta lição seja compreender que servir a Deus não é uma atividade reservada a determinados momentos ou lugares. Os negócios do Pai acontecem onde estivermos, sempre que escolhemos o bem em vez do egoísmo, a compreensão em vez do julgamento, a paz em vez do conflito e o amor em vez da indiferença.
Ao final de cada dia, talvez valha a pena fazermos como Santo Agostinho nos recomendou nas questões 919 e 919-a, de O Livro dos Espíritos: que interrogássemos a própria consciência e passasse em revista todas as nossas ações. Ele sugeria que se fizesse três perguntas principais para avaliar o próprio comportamento: O que fiz de bom e de mal hoje? Faltei com algum dos meus deveres? Dei motivo para que alguém se queixasse de mim?
Allan Kardec nos esclarece, dizendo: “Muitas faltas que cometemos nos passam despercebidas. Se, efetivamente, seguindo o conselho de Santo Agostinho, interrogássemos mais amiúde a nossa consciência, veríamos quantas vezes falimos sem que o suspeitemos, unicamente por não perscrutarmos a natureza e o móvel dos nossos atos.
Pensemos nisso!
 
 
PRECE E VIBRAÇÕES – 
  
"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier] 
 
Senhor Jesus, ao encerrarmos este momento de estudo, queremos, antes de tudo, agradecer. Agradecer a oportunidade de refletirmos sobre Teus ensinamentos e de compreendermos que os verdadeiros negócios do Pai são aqueles que transformam o coração e espalham o bem por onde passamos.
Que esta reflexão não permaneça apenas em nossa mente, mas desça ao nosso íntimo, inspirando-nos a viver com mais amor, mais humildade e mais disposição para servir.
Ensina-nos, Mestre, a reconhecer as inúmeras oportunidades que diariamente recebemos em nossa caminhada.
Que saibamos enxergar, em cada pessoa que encontramos, um irmão confiado aos nossos cuidados. Que nossas palavras levem esperança. Que nossas atitudes levem paz. Que nossas escolhas revelem o Teu Evangelho vivido.
Que nunca nos falte coragem para trabalhar na Tua seara, ainda que de forma simples e silenciosa, lembrando que nenhum gesto de amor passa despercebido aos Teus olhos.
Neste momento, elevamos nossas vibrações de amor e fraternidade.
Vibrando pelos nossos familiares, para que seus lares sejam fortalecidos na paz, no respeito e no diálogo.
Vibrando pelos enfermos do corpo e da alma, para que encontrem alívio, coragem e confiança em Deus.
Vibrando pelos que enfrentam aflições, solidão, desemprego, dificuldades financeiras ou conflitos familiares, para que sintam o amparo da Espiritualidade Superior.
Vibrando pelas crianças, pelos jovens e pelos idosos, para que nunca lhes falte proteção, carinho e esperança.
Vibrando pelos trabalhadores do bem, em todas as casas religiosas e instituições de auxílio, para que perseverem em sua missão com alegria e humildade.
Vibramos pelos governantes, pelos educadores, pelos profissionais da saúde, pelos que promovem a justiça e por todos aqueles que possuem responsabilidades sobre outras vidas, para que sejam inspirados pelo bem, pela ética e pela compaixão.
Vibramos pelos irmãos desencarnados, especialmente os que ainda sofrem, os que se encontram perturbados ou presos às próprias dores, para que sejam acolhidos pelos mensageiros do Cristo e encontrem o caminho da luz, do esclarecimento e da paz.
E ainda vibramos por toda a humanidade, para que os corações se abram ao amor, ao perdão e à fraternidade, reconhecendo que todos somos filhos do mesmo Pai.
Pedimos também, Senhor, que abençoes nossas águas. Que os benfeitores espirituais, sob Tua permissão, a fluidifiquem com os recursos de que cada um de nós necessita, conforme a Tua infinita sabedoria. Que nossas águas recebam as energias de paz, fortalecimento, equilíbrio, consolação e saúde. E assim, ao tomarmos desta água, que possamos receber o bálsamo para nossas dores físicas, emocionais e espirituais, renovando nossas forças para continuar trabalhando nos negócios do Pai com alegria, confiança e amor.
Que a Tua paz permaneça em nossos corações, hoje e sempre.
Que assim seja.
 
Paz e Bem!