Estudo:
HORA DO EVANGELHO NO LAR - Livro – Caminho, verdade e vida - Pelo Espírito Emmanuel psicografia de Francisco C Xavier –TENDE CALMA - Capítulo 25
HORA DO EVANGELHO NO LAR
“E disse Jesus: Mandai assentar os homens.” — (JOÃO, 6:10)
PRECE
Mestre amado, Jesus, amigo de nossas almas, iniciamos este momento de estudo e reflexão agradecendo por Tua presença amorosa entre nós.
Rogamos Senhor, aquieta nossos pensamentos e asserena nossos corações. Afasta de nós as preocupações, as inquietações e todo ruído interior que nos impede de sentir a Tua paz.
Permita, Senhor Jesus, que este momento seja de verdadeiro recolhimento, aprendizado e renovação espiritual.
Auxilia-nos, Mestre Amado, a cultivar a calma diante das lutas da vida, a confiança diante das incertezas e a fé diante das provas.
Que Teu Evangelho ilumine nosso entendimento e toque profundamente nosso íntimo, transformando nossas emoções e fortalecendo nossa caminhada.
Rogamos neste momento que abençoe este ambiente, abençoe os benfeitores espirituais que nos assistem, os nossos familiares, os ausentes e todos aqueles que necessitam de consolo e esperança.
Assim, Senhor, em Teu nome e em nome de nosso Pai de Misericórdia, amparados pelos benfeitores espirituais, damos início às nossas reflexões de hoje.
Permaneça conosco, Mestre Jesus e, que assim seja.
Graças a Deus, Graças a Ti Mestre Jesus.
LEITURA DO EVANGELHO
Livro – Caminho, verdade e vida - Pelo Espírito Emmanuel psicografia de Francisco Cândido Xavier – TENDE CALMA - Capítulo 25.
“E disse Jesus: Mandai assentar os homens.” — (JOÃO, 6:10)
Esta passagem do Evangelho de João é das mais significativas. Verifica-se quando a multidão de quase cinco mil pessoas tem necessidade de pão, no isolamento da natureza.
Os discípulos estão preocupados.
Filipe afirma que duzentos dinheiros não bastarão para atender à dificuldade imprevista.
André conduz ao Mestre um jovem que trazia consigo cinco pães de cevada e dois peixes.
Todos discutem.
Jesus, entretanto, recebe a migalha sem descrer de sua preciosa significação e manda que todos se assentem, pede que haja ordem, que se faça harmonia. E distribuí o recurso com todos, maravilhosamente.
A grandeza da lição é profunda.
Os homens esfomeados de paz reclamam a assistência do Cristo. Falam nEle, suplicam-lhe socorro, aguardam-lhe as manifestações. Não conseguem, todavia, estabelecer a ordem em si mesmos, para a recepção dos recursos celestes. Misturam Jesus com as suas imprecações, suas ansiedades loucas e seus desejos criminosos. Naturalmente se desesperam, cada vez mais desorientados, porquanto não querem ouvir o convite à calma, não se assentam para que se faça a ordem, persistindo em manter o próprio desequilíbrio.
REFLEXÕES – Emmanuel nos convida a refletir sobre uma virtude muitas vezes esquecida em nosso cotidiano: a calma interior.
A passagem está inserida no episódio da multiplicação dos pães, quando uma multidão faminta aguardava auxílio. Havia necessidade, preocupação e urgência. Humanamente, tudo indicava inquietação, ansiedade e desordem. No entanto, antes do milagre, Jesus dá uma orientação simples e profundamente significativa: “Mandai assentar os homens.”
Esse gesto, aparentemente simples, carrega grande ensinamento espiritual, da pacificação interior. Antes da solução do problema, Jesus estabelece ordem, serenidade e recolhimento. Antes da abundância, Ele convida à calma.
Emmanuel nos mostra que, muitas vezes, diante das dificuldades da vida, agimos de forma oposta. Quando surgem problemas, conflitos ou notícias inesperadas, facilmente permitimos que a ansiedade assuma o comando. A mente se agita, o coração se acelera e o sofrimento parece multiplicar-se antes mesmo de qualquer desfecho.
Entretanto, o Cristo nos ensina que a calma não é passividade nem indiferença. Ter calma não significa ignorar os problemas, mas enfrentá-los sem perder o equilíbrio interior.
Quantas vezes, diante de uma dificuldade, permitimos que a ansiedade assuma o comando? Antes mesmo que o problema se agrave, nossa mente já cria cenários dolorosos, o coração acelera e o sofrimento parece multiplicar-se. O medo antecipa sofrimentos. A ansiedade consome as energias que poderiam ser usadas com lucidez.
A calma é a força da alma. Ela permite enxergar com mais clareza, sentir com mais equilíbrio e agir com mais sabedoria.
No item 2 do Capítulo V do O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec ressalta que a confiança no futuro e o entendimento da vida espiritual dão ao espírito uma calma que ajuda a evitar o desespero diante das decepções do mundo. Kardec nos ensina que muitas aflições que enfrentamos hoje não decorrem necessariamente de provas reencarnatórias ou débitos do passado, mas de causas atuais, geradas por nossas próprias atitudes e desequilíbrios. Muitas dores nascem da nossa impulsividade, da nossa impaciência, do orgulho e dos excessos, da ansiedade e das decisões precipitadas.
Muitas vezes, nós mesmos ampliamos nossas aflições pela forma como reagimos aos acontecimentos. Um coração sereno erra menos, fere menos e sofre menos pelas consequências da impulsividade.
Por isso, Emmanuel nos convida à calma como uma forma de proteção espiritual.
Lázaro, no item 7 do Capítulo IX — “A Paciência” , nos mostra que, nas horas de sofrimento, a impaciência frequentemente agrava a prova. Explica que a paciência e a aceitação são chaves para a paz interior. A mensagem destaca que as dores e provas terrenas são bênçãos para o nosso crescimento espiritual e que, ao invés de se revoltar ou entrar em desespero, a pessoa deve conservar a calma e perdoar, o que é classificado como uma das formas mais meritórias de caridade.
Quando sofremos e nos revoltamos, acabamos criando uma segunda dor: a dor da resistência interior. Por isso, a paciência é uma forma elevada de calma espiritual.
Quando acreditamos que Deus permanece no controle, mesmo sem compreender os acontecimentos, o coração encontra repouso.
Jesus sabia da fome da multidão. Sabia da limitação dos recursos. Sabia da necessidade urgente. Ainda assim, antes de agir, trouxe tranquilidade.
Muitas vezes queremos solução imediata para tudo, mas Jesus parece nos dizer primeiro: “Acalma-te.”
Acalma o pensamento. Acalma a emoção. Acalma o coração.
Porque um coração agitado ouve menos a inspiração divina.
A calma nos ajuda a perceber que nem tudo precisa ser resolvido no tempo da nossa ansiedade. Há processos que amadurecem em silêncio sob as Leis de Deus.
Ter calma é, em essência, um ato de fé. É dizer à alma: “Ainda não entendo tudo… mas confio que Deus continua cuidando.”
Nem sempre poderemos controlar as circunstâncias. Nem sempre compreenderemos os caminhos da vida. Mas sempre poderemos escolher confiar.
Quando a ansiedade quiser dominar nosso coração, lembremo-nos do Cristo dizendo: “Mandai assentar os homens.”
Como se ainda hoje nos dissesse: “Acalma-te. Eu continuo aqui, ao teu lado.”
Pensemos nisso!
PRECE E VIBRAÇÕES –
"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]
Mestre de infinita bondade, ao encerrarmos este momento de estudo e reflexão, elevamos a Ti nossos pensamentos em profunda reverência e gratidão. Te agradecemos pela luz do Evangelho, pelo amparo espiritual que nos envolveu e pela paz que suavemente alcança nossos corações.
Neste momento, Senhor, queremos dirigir nossas vibrações de maneira especial àqueles que, por ignorância, desequilíbrio, dor ou endurecimento moral, têm sido instrumentos de sofrimento na vida de outros.
Oramos por aqueles que ferem pela palavra dura.
Por aqueles que machucam pela indiferença.
Por aqueles que agridem pelo orgulho, pela impaciência, pela violência ou pela incompreensão.
Jesus amado, sabemos que, muitas vezes, quem causa dor também carrega dores profundas dentro de si.
Muitos corações endurecidos já foram corações feridos.
Muitas atitudes agressivas nascem de almas em desespero silencioso.
Muita violência exterior esconde conflitos, angústias e sombras interiores que ainda não encontraram a luz da transformação.
Por isso, Senhor, ajuda-nos a olhar para esses irmãos não com condenação, mas com compaixão.
Pedimos por todos aqueles que ferem seus familiares com palavras e atitudes; que espalham discórdia onde poderiam semear paz; que abusam da confiança alheia; que manipulam, humilham ou oprimem; que agem movidos pelo egoísmo, pela revolta ou pelo ressentimento; que alimentam a maldade, a intolerância e a dureza de coração.
Toca, Mestre Jesus, esses corações. Alcança-os onde estiverem.
Penetra as regiões mais íntimas de suas almas, onde talvez existam dores antigas, culpas escondidas, medos não confessados e feridas que o mundo não vê.
Derrama sobre eles Teu amor transformador.
Onde houver dureza, semeia sensibilidade.
Onde houver revolta, semeia serenidade.
Onde houver violência, semeia mansuetude.
Onde houver orgulho, semeia humildade.
Onde houver escuridão moral, faz brilhar a luz da consciência.
Senhor, auxilia esses irmãos a despertarem para a responsabilidade de seus atos.
Que possam perceber as lágrimas que causam.
Que sintam, sem desespero, mas com lucidez, as consequências de suas escolhas. Que reconheçam os caminhos equivocados e encontrem forças para recomeçar.
Ampara especialmente aqueles que hoje se encontram dominados pela ira, pelo vício, pelo desequilíbrio emocional, pela agressividade ou pela incapacidade de amar.
Que recebam o socorro espiritual necessário para interromper ciclos de dor.
Pedimos também pelos que perseguem, caluniam, traem e ferem deliberadamente. Não para que sejam punidos, Senhor, mas para que despertem. Porque sabemos que toda alma foi criada para a luz, para o amor e para o bem.
Oramos também por nós, Senhor.
Se em algum momento fomos causadores de sofrimento para alguém — pela palavra impensada, pela omissão, pela dureza, pela impaciência ou pelo orgulho — ajuda-nos a reconhecer, reparar e transformar.
Mostra-nos, Jesus, onde ainda ferimos sem perceber.
Livra-nos de sermos instrumentos de dor quando somos chamados a sermos instrumentos de paz.
Que nossas palavras consolem mais do que machuquem.
Que nossas atitudes construam mais do que destruam.
Que nossa presença alivie mais do que pese.
E se estivermos convivendo com pessoas difíceis, agressivas ou causadoras de sofrimento, dá-nos discernimento para agir com firmeza sem perder a caridade, com prudência sem alimentar o ódio, com amor sem conivência com o erro.
Ensina-nos a proteger sem endurecer. A perdoar sem nos violentarmos. A amar sem perder o discernimento.
Neste instante, expandimos mais e mais nossas vibrações a todos os lares em conflito, a todas as relações adoecidas, a todos os ambientes marcados por violência, incompreensão e sofrimento.
Que Teus mensageiros de paz visitem cada coração necessitado.
E assim, Mestre Jesus, rogamos também Tua bênção sobre nossas águas.
Que os benfeitores espirituais, sob Tua permissão amorosa, depositem nela os recursos salutares de cura, equilíbrio, serenidade e fortalecimento.
Que esta água seja fluidificada com energias de paz, amor e renovação espiritual.
Ao tomarmos dela, que recebamos o amparo necessário para nossas dores visíveis e invisíveis, para nossas lutas íntimas e para nossa caminhada evolutiva.
Permanece conosco, Mestre querido.
Guia-nos hoje e sempre, para que sejamos semeadores da paz, da compreensão e do amor.
E que, um dia, todos os corações — inclusive os mais endurecidos — possam reconhecer em Ti o caminho, a verdade e a vida.
Que assim seja, hoje e sempre.
Graças a Deus, Graças a Jesus.
Paz e Bem!
“E disse Jesus: Mandai assentar os homens.” — (JOÃO, 6:10)
PRECE
Mestre amado, Jesus, amigo de nossas almas, iniciamos este momento de estudo e reflexão agradecendo por Tua presença amorosa entre nós.
Rogamos Senhor, aquieta nossos pensamentos e asserena nossos corações. Afasta de nós as preocupações, as inquietações e todo ruído interior que nos impede de sentir a Tua paz.
Permita, Senhor Jesus, que este momento seja de verdadeiro recolhimento, aprendizado e renovação espiritual.
Auxilia-nos, Mestre Amado, a cultivar a calma diante das lutas da vida, a confiança diante das incertezas e a fé diante das provas.
Que Teu Evangelho ilumine nosso entendimento e toque profundamente nosso íntimo, transformando nossas emoções e fortalecendo nossa caminhada.
Rogamos neste momento que abençoe este ambiente, abençoe os benfeitores espirituais que nos assistem, os nossos familiares, os ausentes e todos aqueles que necessitam de consolo e esperança.
Assim, Senhor, em Teu nome e em nome de nosso Pai de Misericórdia, amparados pelos benfeitores espirituais, damos início às nossas reflexões de hoje.
Permaneça conosco, Mestre Jesus e, que assim seja.
Graças a Deus, Graças a Ti Mestre Jesus.
LEITURA DO EVANGELHO
Livro – Caminho, verdade e vida - Pelo Espírito Emmanuel psicografia de Francisco Cândido Xavier – TENDE CALMA - Capítulo 25.
“E disse Jesus: Mandai assentar os homens.” — (JOÃO, 6:10)
Esta passagem do Evangelho de João é das mais significativas. Verifica-se quando a multidão de quase cinco mil pessoas tem necessidade de pão, no isolamento da natureza.
Os discípulos estão preocupados.
Filipe afirma que duzentos dinheiros não bastarão para atender à dificuldade imprevista.
André conduz ao Mestre um jovem que trazia consigo cinco pães de cevada e dois peixes.
Todos discutem.
Jesus, entretanto, recebe a migalha sem descrer de sua preciosa significação e manda que todos se assentem, pede que haja ordem, que se faça harmonia. E distribuí o recurso com todos, maravilhosamente.
A grandeza da lição é profunda.
Os homens esfomeados de paz reclamam a assistência do Cristo. Falam nEle, suplicam-lhe socorro, aguardam-lhe as manifestações. Não conseguem, todavia, estabelecer a ordem em si mesmos, para a recepção dos recursos celestes. Misturam Jesus com as suas imprecações, suas ansiedades loucas e seus desejos criminosos. Naturalmente se desesperam, cada vez mais desorientados, porquanto não querem ouvir o convite à calma, não se assentam para que se faça a ordem, persistindo em manter o próprio desequilíbrio.
REFLEXÕES – Emmanuel nos convida a refletir sobre uma virtude muitas vezes esquecida em nosso cotidiano: a calma interior.
A passagem está inserida no episódio da multiplicação dos pães, quando uma multidão faminta aguardava auxílio. Havia necessidade, preocupação e urgência. Humanamente, tudo indicava inquietação, ansiedade e desordem. No entanto, antes do milagre, Jesus dá uma orientação simples e profundamente significativa: “Mandai assentar os homens.”
Esse gesto, aparentemente simples, carrega grande ensinamento espiritual, da pacificação interior. Antes da solução do problema, Jesus estabelece ordem, serenidade e recolhimento. Antes da abundância, Ele convida à calma.
Emmanuel nos mostra que, muitas vezes, diante das dificuldades da vida, agimos de forma oposta. Quando surgem problemas, conflitos ou notícias inesperadas, facilmente permitimos que a ansiedade assuma o comando. A mente se agita, o coração se acelera e o sofrimento parece multiplicar-se antes mesmo de qualquer desfecho.
Entretanto, o Cristo nos ensina que a calma não é passividade nem indiferença. Ter calma não significa ignorar os problemas, mas enfrentá-los sem perder o equilíbrio interior.
Quantas vezes, diante de uma dificuldade, permitimos que a ansiedade assuma o comando? Antes mesmo que o problema se agrave, nossa mente já cria cenários dolorosos, o coração acelera e o sofrimento parece multiplicar-se. O medo antecipa sofrimentos. A ansiedade consome as energias que poderiam ser usadas com lucidez.
A calma é a força da alma. Ela permite enxergar com mais clareza, sentir com mais equilíbrio e agir com mais sabedoria.
No item 2 do Capítulo V do O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec ressalta que a confiança no futuro e o entendimento da vida espiritual dão ao espírito uma calma que ajuda a evitar o desespero diante das decepções do mundo. Kardec nos ensina que muitas aflições que enfrentamos hoje não decorrem necessariamente de provas reencarnatórias ou débitos do passado, mas de causas atuais, geradas por nossas próprias atitudes e desequilíbrios. Muitas dores nascem da nossa impulsividade, da nossa impaciência, do orgulho e dos excessos, da ansiedade e das decisões precipitadas.
Muitas vezes, nós mesmos ampliamos nossas aflições pela forma como reagimos aos acontecimentos. Um coração sereno erra menos, fere menos e sofre menos pelas consequências da impulsividade.
Por isso, Emmanuel nos convida à calma como uma forma de proteção espiritual.
Lázaro, no item 7 do Capítulo IX — “A Paciência” , nos mostra que, nas horas de sofrimento, a impaciência frequentemente agrava a prova. Explica que a paciência e a aceitação são chaves para a paz interior. A mensagem destaca que as dores e provas terrenas são bênçãos para o nosso crescimento espiritual e que, ao invés de se revoltar ou entrar em desespero, a pessoa deve conservar a calma e perdoar, o que é classificado como uma das formas mais meritórias de caridade.
Quando sofremos e nos revoltamos, acabamos criando uma segunda dor: a dor da resistência interior. Por isso, a paciência é uma forma elevada de calma espiritual.
Quando acreditamos que Deus permanece no controle, mesmo sem compreender os acontecimentos, o coração encontra repouso.
Jesus sabia da fome da multidão. Sabia da limitação dos recursos. Sabia da necessidade urgente. Ainda assim, antes de agir, trouxe tranquilidade.
Muitas vezes queremos solução imediata para tudo, mas Jesus parece nos dizer primeiro: “Acalma-te.”
Acalma o pensamento. Acalma a emoção. Acalma o coração.
Porque um coração agitado ouve menos a inspiração divina.
A calma nos ajuda a perceber que nem tudo precisa ser resolvido no tempo da nossa ansiedade. Há processos que amadurecem em silêncio sob as Leis de Deus.
Ter calma é, em essência, um ato de fé. É dizer à alma: “Ainda não entendo tudo… mas confio que Deus continua cuidando.”
Nem sempre poderemos controlar as circunstâncias. Nem sempre compreenderemos os caminhos da vida. Mas sempre poderemos escolher confiar.
Quando a ansiedade quiser dominar nosso coração, lembremo-nos do Cristo dizendo: “Mandai assentar os homens.”
Como se ainda hoje nos dissesse: “Acalma-te. Eu continuo aqui, ao teu lado.”
Pensemos nisso!
PRECE E VIBRAÇÕES –
"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]
Mestre de infinita bondade, ao encerrarmos este momento de estudo e reflexão, elevamos a Ti nossos pensamentos em profunda reverência e gratidão. Te agradecemos pela luz do Evangelho, pelo amparo espiritual que nos envolveu e pela paz que suavemente alcança nossos corações.
Neste momento, Senhor, queremos dirigir nossas vibrações de maneira especial àqueles que, por ignorância, desequilíbrio, dor ou endurecimento moral, têm sido instrumentos de sofrimento na vida de outros.
Oramos por aqueles que ferem pela palavra dura.
Por aqueles que machucam pela indiferença.
Por aqueles que agridem pelo orgulho, pela impaciência, pela violência ou pela incompreensão.
Jesus amado, sabemos que, muitas vezes, quem causa dor também carrega dores profundas dentro de si.
Muitos corações endurecidos já foram corações feridos.
Muitas atitudes agressivas nascem de almas em desespero silencioso.
Muita violência exterior esconde conflitos, angústias e sombras interiores que ainda não encontraram a luz da transformação.
Por isso, Senhor, ajuda-nos a olhar para esses irmãos não com condenação, mas com compaixão.
Pedimos por todos aqueles que ferem seus familiares com palavras e atitudes; que espalham discórdia onde poderiam semear paz; que abusam da confiança alheia; que manipulam, humilham ou oprimem; que agem movidos pelo egoísmo, pela revolta ou pelo ressentimento; que alimentam a maldade, a intolerância e a dureza de coração.
Toca, Mestre Jesus, esses corações. Alcança-os onde estiverem.
Penetra as regiões mais íntimas de suas almas, onde talvez existam dores antigas, culpas escondidas, medos não confessados e feridas que o mundo não vê.
Derrama sobre eles Teu amor transformador.
Onde houver dureza, semeia sensibilidade.
Onde houver revolta, semeia serenidade.
Onde houver violência, semeia mansuetude.
Onde houver orgulho, semeia humildade.
Onde houver escuridão moral, faz brilhar a luz da consciência.
Senhor, auxilia esses irmãos a despertarem para a responsabilidade de seus atos.
Que possam perceber as lágrimas que causam.
Que sintam, sem desespero, mas com lucidez, as consequências de suas escolhas. Que reconheçam os caminhos equivocados e encontrem forças para recomeçar.
Ampara especialmente aqueles que hoje se encontram dominados pela ira, pelo vício, pelo desequilíbrio emocional, pela agressividade ou pela incapacidade de amar.
Que recebam o socorro espiritual necessário para interromper ciclos de dor.
Pedimos também pelos que perseguem, caluniam, traem e ferem deliberadamente. Não para que sejam punidos, Senhor, mas para que despertem. Porque sabemos que toda alma foi criada para a luz, para o amor e para o bem.
Oramos também por nós, Senhor.
Se em algum momento fomos causadores de sofrimento para alguém — pela palavra impensada, pela omissão, pela dureza, pela impaciência ou pelo orgulho — ajuda-nos a reconhecer, reparar e transformar.
Mostra-nos, Jesus, onde ainda ferimos sem perceber.
Livra-nos de sermos instrumentos de dor quando somos chamados a sermos instrumentos de paz.
Que nossas palavras consolem mais do que machuquem.
Que nossas atitudes construam mais do que destruam.
Que nossa presença alivie mais do que pese.
E se estivermos convivendo com pessoas difíceis, agressivas ou causadoras de sofrimento, dá-nos discernimento para agir com firmeza sem perder a caridade, com prudência sem alimentar o ódio, com amor sem conivência com o erro.
Ensina-nos a proteger sem endurecer. A perdoar sem nos violentarmos. A amar sem perder o discernimento.
Neste instante, expandimos mais e mais nossas vibrações a todos os lares em conflito, a todas as relações adoecidas, a todos os ambientes marcados por violência, incompreensão e sofrimento.
Que Teus mensageiros de paz visitem cada coração necessitado.
E assim, Mestre Jesus, rogamos também Tua bênção sobre nossas águas.
Que os benfeitores espirituais, sob Tua permissão amorosa, depositem nela os recursos salutares de cura, equilíbrio, serenidade e fortalecimento.
Que esta água seja fluidificada com energias de paz, amor e renovação espiritual.
Ao tomarmos dela, que recebamos o amparo necessário para nossas dores visíveis e invisíveis, para nossas lutas íntimas e para nossa caminhada evolutiva.
Permanece conosco, Mestre querido.
Guia-nos hoje e sempre, para que sejamos semeadores da paz, da compreensão e do amor.
E que, um dia, todos os corações — inclusive os mais endurecidos — possam reconhecer em Ti o caminho, a verdade e a vida.
Que assim seja, hoje e sempre.
Graças a Deus, Graças a Jesus.
Paz e Bem!