Estudo:

HORA DO EVANGELHO NO LAR - Livro Ceifa de Luz - Pelo Espírito Emmanuel psicografia de Francisco Cândido Xavier – A ESMOLA MAIOR - Capítulo 30.


HORA DO EVANGELHO NO LAR
 “Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos que nos fosse feito”. (ESE – Cap. XIII, itens 9 e 10).
 
   
PRECE
Mestre Jesus, que és o Caminho, a Verdade e a Vida, faz-nos compreender que o Caminho é a oportunidade oferecida a todos nós para aceitarmos as sublimes lições; que a Verdade é tudo aquilo que temos a capacidade de compreender em nossa atual evolução; e que a vida é a principal riqueza que temos.  
Despertai em nós a compreensão e o amor ao próximo para que possamos aceitar a todos que caminham ao nosso lado, como verdadeiros irmãos. 
Fazei com que possamos compreender cada dia mais e melhor as lições do Seu Evangelho de Luz e, possamos nos preparar intimamente para trilharmos o Seu caminho, a Sua verdade e vivermos a verdadeira vida sempre. 
E assim Mestre Jesus, em Teu Nome, em nome de Francisco de Assis e de nossos benfeitores, mas acima de tudo em nome de Deus, iniciamos nosso Estudo do Evangelho.
Sê conosco Senhor, hoje e sempre.
Que assim seja! 
  
 
LEITURA DO EVANGELHO
Livro – Ceifa de Luz - Pelo Espírito Emmanuel psicografia de Francisco Cândido Xavier – A ESMOLA MAIOR
 - Capítulo 30.
"Amados, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade é de Deus”.
JOÃO. (I João, 4:7.).
 
No estudo da caridade, não olvides a esmola maior que o dinheiro não consegue realizar.
Ela é o próprio coração a derramar-se, irradiando o amor por sol envolvente da vida.
No lar, ela surge no sacrifício silencioso da mulher que sabe exercer o perdão sem alarde para com as faltas do companheiro; na renúncia materno do coração que se oculta, aprendendo a morrer cada dia, para que a paz e a segurança imperem no santuário doméstico; no homem reto que desculpa as defecções da esposa enganada sem cobrar-lhe tributos de aflição; nos filhos laboriosos e afáveis que procuram retribuir em ternura incessante para com os pais sofredores as dívidas do berço que todo ouro da terra não conseguiria jamais resgatar.
No ambiente profissional é o esquecimento espontâneo das ofensas entre os que dirigem e os que obedecem, tanto quanto o concurso desinteressado e fraterno dos companheiros que sabem sorrir nas horas graves ofertando cooperação e bondade para que o estímulo ao bem seja o clima de quantos lhes comungam a experiência.
No campo social é a desistência da pergunta maliciosa; a abstenção dos pensamentos indignos; o respeito sincero e constante; a frase amiga e generosa; e o gesto de compreensão que se exprime sem paga.
Na via pública é a gentileza que ninguém pede; a simplicidade que não magoa; a saudação de simpatia ainda mesmo inarticulada e a colaboração imprevista que o necessitado espera de nós muita vez sem coragem de endereçar-nos qualquer apelo.
Acima de tudo, lembra-te da esmola maior de todas, da esmola santa que pacifica o ambiente em que o Senhor situa, que nos honra os familiares e enriquece de bênçãos o ânimo dos amigos, a esmola de nosso dever cumprido, porquanto, no dia em que todos nos consagrarmos ao fiel desempenho das próprias obrigações o anjo da caridade não precisará desfalecer de angústia nos cárceres das provações terrenas, de vez que a fraternidade estará reinando conosco na exaltação da perfeita alegria.
 
 
REFLEXÕES: Na questão 893 de O Livro dos Espíritos, Kardec indaga qual a mais meritória das virtudes, obtendo dos Espíritos a resposta de que é a caridade desinteressada. Mas o que é caridade segundo a Doutrina Espírita? Para facilitar a compreensão, pode-se dividi-la em caridade material e moral.
A caridade beneficente, caridade material, compreende aquilo que tem manifestação no mundo físico, devendo ser exercida com desprendimento e amor, sem humilhar quem recebe.
A caridade benevolente, caridade moral, como a entendia Jesus, é esclarecida na questão 886 de O Livro dos Espíritos, como sendo benevolência (boa vontade) para com todos, indulgência (tolerância) para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas. Esse conceito de caridade reúne todos os deveres do ser humano para com seu próximo.
Assim, Caridade, segundo o Espiritismo, é o exercício do bem e do verdadeiro amor (puro, incondicional, sem interesse de qualquer recompensa) e ao mesmo tempo um dever de cada indivíduo para com os demais, em todas as circunstâncias.
Segundo Kardec, na Revista Espírita de dezembro de 1868, “A caridade é a alma do Espiritismo; ela resume todos os deveres do homem para consigo mesmo e para com os seus semelhantes, razão por que se pode dizer que não há verdadeiro espírita sem caridade. - ... O que é preciso, então, para praticar a caridade benevolente? Amar ao próximo como a si mesmo. - ... Amar ao próximo é, pois, renunciar todo sentimento de ódio, de animosidade, de rancor, de inveja, de ciúme, de vingança, numa palavra, renunciar a todo desejo e todo pensamento de prejudicar; é perdoar aos inimigos e retribuir o mal com o bem; é ser indulgente para as imperfeições de seus semelhantes; é desculpar as faltas alheias, em vez de se comprazer em as pôr em relevo, por espírito de maledicência; é ainda não se fazer valer à custa dos outros; não procurar esmagar ninguém sob o peso de sua superioridade; não desprezar ninguém pelo orgulho. - ... Eis a verdadeira caridade benevolente, a caridade prática, sem a qual a caridade é palavra vã; é a caridade do verdadeiro espírita, como do verdadeiro cristão; aquela sem a qual aquele que diz: Fora da caridade não há salvação, pronuncia sua própria condenação, tanto neste quanto no outro mundo.”
Pensemos nisto! 
 
 
PRECE E VIBRAÇÕES – 
  
"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier] 
 
Com nossos pensamentos e sentimentos harmonizados, nos elevamos até Jesus e pedimos que, neste momento, com a Sua permissão, nossas águas sejam fluidificadas com as energias necessárias para nosso equilíbrio físico, espiritual e mental. 
E assim, ao finalizarmos nossos estudos rogamos a Jesus,
Nosso Mestre que se encontra sempre a velar por cada um de nós, que...
Renove as nossas esperanças para que no amanhecer de cada dia, não nos desesperemos diante das dificuldades a serem enfrentadas.
Enxuga as nossas lágrimas quando fraquejarmos e realmente pensarmos em desistir.
Mostra-nos uma luz a nos guiar quando nos encontrarmos perdidos pelos caminhos do sofrimento.
Venha a nós o Reino de amor e paz, para que possamos fortalecer nosso íntimo e não mais enterrar os talentos a nós concedidos.
Dai-nos a paciência diante dos conflitos que nascerem a nossa frente.
Dai-nos também o pão da vida que alimenta nosso Espírito.
Sede o remédio que alivia nossas dores.
O bálsamo que suaviza nossas inquietações.
Apresenta-nos a resignação quando não pudermos modificar uma situação.
Faz brotar em nosso íntimo, a confiança que não permitirá jamais que sejamos comandados pelas sombras.
Abençoa nossos passos para que não se tornem vacilantes diante dos espinhos que encontrarão.
Envolve-nos em seu amparo nos instantes em que mais nos sentirmos sozinhos.
Inspira-nos diante dos momentos de indecisão.
Perdoa os nossos erros e novamente multiplica nossas forças para que possamos reconhecer o verdadeiro caminho da salvação, amando e respeitando nossos irmãos de caminhada.
Livra-nos das garras do medo.
Auxilia-nos a combater o mal que tenta nos dominar e a praticarmos a caridade pura e benevolente para com todos e para conosco mesmo.
Envolve-nos em sua luz de proteção, fazendo assim com que possamos em segurança atravessar os dias de escuridão.
Guia-nos para que não venhamos a cair no abismo do desânimo.
E permaneça sempre a abençoar nossa existência, porque infinita é a sua misericórdia.
Que assim seja,
Graças a Deus, Graças a Jesus.  
   
 
Paz e Bem.