Estudo:

HORA DO EVANGELHO NO LAR - Livro Ceifa de Luz - Pelo Espírito Emmanuel psicografia de Francisco Cândido Xavier – AUTOPROTEÇÃO - Capítulo 47

HORA DO EVANGELHO NO LAR
“Pois com o critério que julgardes sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido vos medirão também” – JESUS. (Mateus, 7:2.)
 
PRECE
Senhor, ensina-nos a oferecer-te o coração puro e o pensamento elevado na oração. 
Que hoje Senhor, neste momento de meditações, reflexões e prece possamos ter o auxílio dos Benfeitores Espirituais para que tenhamos os esclarecimentos de que necessitamos e para compreendermos teus ensinamentos. 
Ampara-nos, Mestre Jesus, a fim de que nossos sentimentos se harmonizem com a Tua vontade e que possamos, a cada dia, sermos instrumentos vivos e operosos da paz e do amor, do aperfeiçoamento e da alegria, de acordo com a tua Lei. 
E assim, com nossos corações pacificados, agradecidos e repletos de amor, iniciamos nossos estudos em Teu nome Mestre, em nome dos benfeitores espirituais responsáveis por esta tarefa de amor, mas sobretudo em nome de Deus, nosso Pai. 
Permaneça sempre conosco e que assim seja. 
 
 
LEITURA DO EVANGELHO
Livro – Ceifa de Luz - Pelo Espírito Emmanuel psicografia de Francisco Cândido Xavier – AUTOPROTEÇÃO - Capítulo 47.

“Pois com o critério que julgardes sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido vos medirão também” – JESUS. (Mateus, 7:2.)
 
A gentileza deve ser examinada, não apenas por chave de ajuste nas relações humanas, mas igualmente em sua função protetora para aqueles que a cultivam.
Não falamos aqui do sorriso de indiferença que paira, indefinido, na face, quando o sentimento está longe de colori-lo.
Reportamo-nos à compreensão e, consequentemente, à tolerância e ao respeito com que somos todos chamados à garantia da paz recíproca.
De quando em quando, destaquemos uma faixa de tempo para considerar quantas afeições e oportunidades preciosas temos perdido, unicamente por desatenção pequenina ou pela impaciência de um simples gesto.
Quantas horas gastas com arrependimentos tardios e quantas agressões vibratórias adquiridas à custa de nossas próprias observações, censuras, perguntas e respostas mal conduzidas!...
O que fizermos a outrem, fará outrem a nós e por nós.
Reflitamos nos temas da autoproteção.
A fim de nutrir-nos ou aquecer-nos, outros não se alimentam e nem se agasalham em nosso lugar e, por mais nos ame, não consegue alguém substituir-nos na medicação de que estejamos necessitados.
Nas questões da alma, igualmente, os reflexos da bondade e as respostas da simpatia hão de ser plantadas por nós, se aspiramos à paz em nós.
 
REFLEXÕES: “Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque, com o juízo com que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós.” (Mateus, VII: 1-2) - O Evangelho segundo o Espiritismo – Cap. X – itens 11 a 13. O tema de hoje nos fala sobre a importância de não julgarmos precipitadamente as criaturas e, consequentemente, não atirarmos a primeira pedra naqueles que nos parecem errados.  De um modo geral, somos benevolentes para com os nossos erros e muito severos para com os erros dos outros. Nós nos precipitamos e, muitas vezes, nos equivocamos no julgamento do próximo. Jesus deixa bem clara a necessidade que todos têm da indulgência, visto sermos Espíritos em desenvolvimento, sujeitos, pois, a enganos e omissões. Quando aceitamos algum erro nosso, encontramos sempre motivos para explicar e justificar nossas atitudes e ações, mas, somos exigentes e severos com os erros dos outros.  
Allan Kardec esclarece que pode haver dois motivos na censura da conduta alheia: reprimir o mal ou desacreditar a pessoa cujos atos se critica.  
Esse último está por si mesmo em desalinho com os padrões cristãos do “amai-vos uns aos outros” ou “faça aos outros o que gostaria que lhe fizessem”, e que, portanto, neste caso específico, o silêncio deve ser adotado como regra.
Porém, em relação ao primeiro ponto – reprimir o mal – Kardec é claro, dizendo que tal atitude se torna um dever, pois não se deve compactuar com o mal, de maneira alguma.
Jesus não quis impedir que ao se enxergar algo de errado no comportamento alheio deixássemos de apontar o fato para quem de direito, ou seja, para o alvo de nossa percepção ou julgamento. Quanto a esse aspecto, lembremos do ensinamento do Mestre nesse sentido: “Ora, se teu irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, terás ganho teu irmão” (Mateus, 18:15).
Mas, na maioria das vezes, tendemos mais a optar pela segunda forma apontada por Kardec que é “desacreditar a pessoa cujos atos criticamos”, descambando para a maledicência declarada, numa atitude nada ética e muito menos cristã.
Compreendemos então, que não estamos proibidos de julgar de forma generalizada, mas sim de utilizar o nosso julgamento de forma inapropriada e contrário com os Evangelhos. É o momento para aplicarmos o “vigiai e orai”; neste caso, vigiar a nós mesmos e não o outro.
No entanto, há outra afirmativa de Jesus nesse ensinamento que devemos também atentar. Ele nos indica que “com a mesma medida com que medirdes, vos medirão a vós”. Refletindo, concluímos que essa medida que utilizamos para medir os outros, e pela qual seremos também medidos, é a nossa própria consciência.
Para julgar os erros alheios é preciso estar isento de sua prática e ter a consciência tranquila para apontar a correção dos mesmos, visando ao crescimento e não crítica e condenação.
Jesus nos alerta que a misericórdia deve ser a escolha de todos nós sempre, e que, quando agimos de forma implacável, mesmo que de maneira justa, estamos esquecendo-nos de nossos próprios “pecados”, isto é, de nossos equívocos.
O Espírito José, no item 16 do mesmo capítulo, escrevendo sobre a indulgência, afirma categoricamente: “Sede, pois, severos para convosco, indulgentes para com os outros”, pois sabe que o “autodesculpismo” é francamente utilizado, fazendo-nos permanecer cegos quanto às nossas questões individuais, exercendo mais misericórdia para conosco do que para os outros.
Busquemos todos nós, que consideramos Jesus como nosso Guia e Modelo, procurar ver e destacar o bem que existe nos outros, sendo benevolentes com suas faltas, tanto quanto desejamos que os outros o sejam benevolentes para conosco.  
Deixemos o rigor e a exigência para nós mesmos, na luta contra nossas próprias imperfeições morais, com a certeza de que todos trazemos em nós a capacidade de tornarmo-nos perfeitos. 
Pensemos nisto! 
 
 
PRECE E VIBRAÇÕES – 
  
"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier] 
 
Neste momento, em tranquila serenidade, vamos transformar nossos pensamentos em vibrações de amor e de reconforto em benefício de todos aqueles que sofrem.  
Vamos juntos, pedindo ao nosso Pai de amor e bondade, um pouco mais de Sua misericórdia não apenas para nós, mas especialmente para nossos meus irmãos e irmãs de jornada, parentes, conhecidos, amigos e inimigos, para que tenham uma semana feliz e harmoniosa, repleta de compreensão e alegria.  
E assim, humildemente rogamos a Ti, Senhor:  
Abençoa nossos amigos, todos eles, para que realizem seus projetos, seus sonhos, vencendo dificuldades com alegria e fé;
Abençoa nossos inimigos, para que a luz do bom senso penetre em seus corações, tornando-os misericordiosos e mais humanizados;
Pedimos por nossos parentes, para que compreendam a sublime tarefa da união familiar e aprendam a tolerar e a dividir sempre; 
Pedimos por nossos colegas de trabalho, para que atendam ao chamado da cooperação e da amizade no ambiente de produção, tornando nosso ambiente de trabalho bem melhor; 
Pedimos por nossos superiores e também por nossos subordinados, para que a lealdade e a nobreza de espírito sejam a tônica de nossos gestos;
Pedimos pelas pessoas que cruzam conosco nas ruas, para que o Senhor as conduza aos sentimentos de tolerância e boa vontade, pois se nos tratam com gentileza e educação, retribuímos com mais alegria, tornando nosso dia muito melhor;
Pedimos pelos irmãos ignorantes, que saem de suas casas para lesar e ferir, que brilhe em suas almas um pouco de piedade e razão, pois se os perversos param, nosso dia, Senhor, em paz vai muito melhor; 
Pedimos pelos irmãos, encarnados e desencarnados, que se encontram em sofrimento, enfermos do corpo e da alma; pedimos pelos jovens e pelas crianças, pelos idosos e por todos aqueles que anseiam pela Tua misericórdia, pois ao receberem um bálsamo para suas dores, nosso dia, Senhor, será muito melhor; 
Pedimos por todos os povos, por todos os Países, por nosso Brasil e especialmente por todos os desempregados, pois se a paz se estabelecer e o equilíbrio reinar, nossos dias, Senhor, serão muito melhores, com imensa gratidão. 
Pedimos por todos, enfim, para que cada um receba o que de melhor e mais sincero possamos doar de nós mesmos, pois se doamos o que temos de bom aos nossos semelhantes, mesmo que não nos compreendam, seremos pessoas melhores.  
E assim, Pai de Bondade e Amor, nós te agradecemos por tudo que tem nos proporcionado, especialmente pela presente encarnação que nos dá a chance de refazermos caminhos e corrigirmos nossos erros.  
Agradecemos ao nosso Mestre Jesus, por todos os ensinamentos e por permitir que cheguem até nós, de forma clara e segura; para que tenhamos sempre o exemplo de amor, de caridade e de brandura em nossas vidas e assim, rogamos ao Mestre Jesus permissão para que os fluídos divinos sejam depositados em nossas águas e que através deles possamos adquirir saúde e vitalidade, força e coragem para as lutas de todos os dias, para nossa transformação moral e espiritual, para vivermos em harmonia com tudo e com todos.  
Graças vos damos Pai Amado e Jesus Amigo.  
Que sejamos capazes de retribuir sempre o muito que recebemos, amando-nos uns aos outros, sem julgamentos, mas com muita compreensão.  
Que possamos estar sempre contigo, Mestre Jesus, na certeza de que estás sempre conosco. 
Que sejamos sempre merecedores do Teu imenso Amor.
Que assim seja. 
 
Paz e Bem!