Estudo:

HORA DO EVANGELHO NO LAR - Livro Ceifa de Luz - Pelo Espírito Emmanuel psicografia de Francisco Cândido Xavier – EM FAMÍLIA - Capítulo 52

HORA DO EVANGELHO NO LAR
“Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, sem notar a trave que está no teu próprio?” – JESUS. (Mateus, 7:3)
“Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e então verás como hás de tirar a aresta do olho do teu irmão” – JESUS. (Mateus, 7:5)
 
PRECE
Pai Amado, desperta em nós a alegria da simplicidade.
Que saibamos encontrar beleza nos gestos pequenos e sentir a grandeza da vida nas coisas singelas.
Que a humildade seja nossa companheira constante e que a pureza do coração nos aproxime sempre de Ti, conduzindo-nos sempre para nossa evolução espiritual.
Graças Vos damos por tantas bençãos o que nos dá diariamente. Rogamos Senhor, que neste instante de estudo e reflexão do Evangelho de Jesus possamos ter junto a nós nosso Mestre Jesus nos abençoando e os mentores Espirituais nos auxiliando o entendimento.
Assim, com Tua permissão Pai Amado e em nome de Jesus, iniciamos os estudos e reflexões de hoje. 
Permaneça conosco e que assim seja. 


LEITURA DO EVANGELHO
Livro – Ceifa de Luz - Pelo Espírito Emmanuel psicografia de Francisco Cândido Xavier – EM FAMÍLIA - Capítulo 52.

“Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, sem notar a trave que está no teu próprio?” – JESUS. (Mateus, 7:3)
Quanto mais nos adentramos no conhecimento de nós mesmos, mais se nos impõe a obrigação de compreender e desculpar, na sustentação do equilíbrio em nós e em torno de nós.
Daí a necessidade da convivência, em que nos espelhamos uns nos outros, não para criticar-nos, mas para entender-nos, através de bendita reciprocidade, nos vários cursos de tolerância, em que a vida nos situa, no clima da evolução terrestre.
Assim é que, no educandário da existência, aquele companheiro:
que somente identifica o lado imperfeito dos seus irmãos, sem observar-lhes a boa parte;
que jamais se vê disposto a esquecer as ofensas de que haja sido objeto;
que apenas se lembra dos adversários com o propósito de arrasá-los, sem reconhecer-lhes as dificuldades e os sofrimentos;
que não analisa as razões dos outros, a fixar-se unicamente nos direitos que julga pertencer-lhe;
que não se enxerga passível de censura ou de advertência, em momento algum;
que se considera invulnerável nas opiniões que emita ou conduta que espose;
que não reconhece as próprias falhas e vigia incessantemente as faltas alheias;
que não dispõe a pronunciar uma só frase de consolação e esperança, em favor dos caídos na penúria moral;
que se utiliza da verdade exclusivamente para ameaçar ou ferir. . .
Será talvez de todos nós aquele que mais exija entendimento e ternura, de vez que, desajustado na intolerância, se mostra sempre desvalido de paz e necessitado de amor.
 
REFLEXÕES – A palavra argueiro significa partícula leve, cisco, coisa insignificante. Trave significa viga; pedaço de madeira ou de outro material utilizado para sustentar ou reforçar uma estrutura.
O argueiro no olho a que Jesus se refere são as imperfeições morais que facilmente percebemos em nossos semelhantes e para os quais não poupamos críticas e recriminações, daí descambando para a maledicência. Apesar da singeleza de sua lição, Jesus nos adverte que provavelmente também nossa alma seja portadora de grandes deformidades, como traves a impedir o seu crescimento espiritual. Alerta-nos de que antes de tirarmos um cisto pequeno dos olhos do outro, ou apontá-lo a ele, que olhemos para nós primeiro e que tiremos ou apontemos para a trave que trazemos.
Aprofunda-se mais o Mestre em seu ensinamento ao dizer no versículo 5: “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e então verás como hás de tirar a aresta do olho do teu irmão”. Significando que, antes de nos sermos críticos e juízes dos outros, é imprescindível conhecer e corrigir nossos próprios erros, porque quem em si carrega trevas não pode distribuir luz; quem está fragilizado não tem condições de amparar; quem trabalha em erro não pode dar o bom exemplo; quem traz os olhos vendados não serve de guia. É necessário que façamos uma autoanálise, identificando as nossas falhas, procedendo a necessária corrigenda, retirando a trave do nosso olho para, então, com amor fraternal, tentarmos ajudar alguém a livrar-se do argueiro que lhe perturba a visão. 
Quando Jesus fala em tirar as traves de nossos olhos, está dizendo também que é preciso mudar a forma de pensar, ver primeiro o lado positivo de nossos semelhantes e não somente aquilo que ele precisa aperfeiçoar.
Nos itens 09 e 10, do Capítulo 10, do ESE – O Argueiro e a Trave No Olho – nas palavras, citadas por Mateus, “Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, sem notar a trave que está no teu próprio?”, Jesus destaca a facilidade que o homem tem de perceber os erros alheios e a dificuldade que tem em perceber os seus. Na sequência, Kardec nos diz que: “Um dos caprichos da humanidade é ver cada qual o mal alheio antes do próprio.” E continua: “Para julgar-se a si mesmo, seria necessário poder mirar-se num espelho, transportar-se de qualquer maneira fora de si mesmo, e considerar-se como outra pessoa, perguntando: Que pensaria eu, se visse alguém fazendo o que faço?”
Olhar-se para si mesmo, como se outra pessoa fosse, é a melhor maneira, talvez a única, de conhecer-se a si próprio, ideia já conhecida desde antes de Sócrates. Analisando suas reações com objetividade, sem complacência, nem justificativas, como se outra pessoa fosse, vai-se conhecendo a si próprio.
Querer progredir no bem, pelo bem e para o bem, no cumprimento das leis divinas, exige que se combata, até eliminá-lo, o mal que ainda existe dentro do cada ser, esforçando-se para desenvolver virtudes. Essa é a maior tarefa dos habitantes da Terra, a finalidade das inúmeras reencarnações.
Assim, nas descobertas sobre si mesmo, o homem vai perceber que o orgulho que o leva a sentir-se ofendido e o impede de perdoar, e que esse mesmo orgulho também está presente na dificuldade que tem de ver-se como é, no disfarce dos “seus próprios defeitos, tanto morais quanto físicos”. É o orgulho que o leva a perceber e destacar no outro o mal que se recusa a ver em si.
Isso é falta de caridade, pois está ressaltando o defeito alheio.
Por isso Kardec afirma que “o orgulho, além de ser a fonte de muitos vícios, é também a negação de muitas virtudes.”  
Busquemos, nós, que consideramos Jesus como nosso Guia e Modelo, procurar ver e destacar o bem que existe nos outros, sendo benevolentes com suas faltas, tanto quanto desejamos que os outros o sejam para conosco.
Deixemos o rigor e a exigência para conosco, na luta contra nossas imperfeições morais, com a certeza de que todos nós trazemos a capacidade de nos tornarmos perfeitos.
Pensemos nisto! 
 
 
PRECE E VIBRAÇÕES – 
  
"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier] 
 
Neste momento, agradecemos ao nosso Pai de Amor pela benção da presente encarnação, agradecemos a Jesus, nosso Mestre por tantos ensinamentos e bênçãos que temos recebido em nossas vidas, agradecemos aos nossos Espíritos Protetores, pelo cuidado com que nos conduz e agradecemos imensamente pela família que nos acolhe.  
E é assim Senhor, com muita gratidão em nossos corações que queremos rogar por aqueles nossos irmãos que, encarnados ou desencarnados, estejam em sofrimento neste momento.  
De toda nossa alma rogamos: abençoa Senhor, os que sofrem.  
Dê a cada um deles a suavização de suas dores, um bálsamo para suas tristezas.  
Rogamos Senhor, por todos os que estão nos hospitais, nos lares, nos abrigos, pelas ruas ou em casas de repouso e por todos os enfermos do corpo físico e da alma. Rogamos por todas as criaturas que se encontram presas aos vícios, que trazem sofrimento e angustias aos seus familiares e que sofrem por estarem presos a dependência. Que as nossas vibrações cheguem até eles, levando-lhes um pouco de alívio para seus males, fortalecendo-os para que encontrem o caminho da recuperação e, se for permitido, encontrem a cura para todas as suas mazelas.  
Rogamos Senhor pelas crianças, os jovens, por todos aqueles que estão em busca de um emprego, que se encontram tristes e deprimidos, que não lhes falte o amparo e a orientação espiritual.  
Rogamos Mestre por todas as criaturas que querem praticar o bem, trabalhar em favor do próximo, para que consigam realizar todo o bem que desejam e que saibamos ampará-las e cooperar com suas tarefas caridosas.  
Que a proteção divina se estenda sobre todos os lares, ao nosso também. Que neles reinem o respeito, a harmonia, a ajuda mútua e o amor. 
Agora, Senhor, queremos pedir por aqueles que nos antecederam na viagem em direção ao mundo espiritual e que prosseguem ligados ao nosso coração, apertado pela saudade. Abençoe-os e os guarde, a fim de que encontrem paz e serenidade no mundo espiritual. Que Tuas bênçãos os envolvam e que sejam banhados na Luz da Tua Infinita Bondade, sentindo assim o refrigério em suas almas.
E assim, Mestre Jesus, ao encerrarmos nossos estudos de hoje, rogamos a Tua permissão para que os benfeitores espirituais depositem em nossas águas os fluidos medicamentosos que tanto necessitamos para nossas dores físicas, morais e espirituais. Que a fé seja o nosso alicerce e que o Amor seja sempre a nossa sustentação, que saibamos compreender, acolher e desculpar, buscando sempre o equilíbrio em nós e em torno de nós.
Que assim seja. 
 
Paz e Bem!